Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens
recuar


Sempre que sinto que estou gostando de alguém, eu recuo. Recuo porque sei que ainda não estou pronta para encarar esse lance de ser dependente de outra pessoa. De ficar vulnerável. De me entregar... talvez eu nunca vá estar pronta, aliás. A verdade é que eu amei muito alguém, mas deu tudo errado. Então, toda vez que estou perto de gostar muito de alguém, eu penso em você. No quanto fodi com tudo. 
Unsteady


Já tem algum tempo que eu venho sentindo minha vida escapar do meu controle. É tangível e palpável o quanto estou aos poucos perdendo o rumo e a vontade de fazer qualquer coisa grandiosa, qualquer coisa nova e diferente. Simplesmente não tenho mais nenhum desafio ou meta. Eu perdi o rumo totalmente, não sei bem onde estou e muito menos sei onde quero chegar. Lembro que em uma das nossas últimas conversas você me disse que uma hora eu teria que parar um pouquinho, desacelerar e cuidar de mim. "Dinheiro não é tudo", você disse. Lembro-me que o que respondi na época foi que tinha uma meta e que estava trabalhando para conquistá-la. Pois bem, eu consegui. Cheguei ao pote de ouro, estou "onde sempre quis estar", mas não estou feliz com isso. Eu não consegui ficar feliz com isso. Muito pelo contrário. Eu me sinto totalmente perdida em relação ao que devo fazer agora. Pra onde devo ir? O que devo fazer? Quais metas traçar agora? Estou oca. Se eu gritar agora, será apenas para encontrar o vazio. E o silêncio? A solidão? Eles não me incomodam mais, aprendi a lidar com eles quanto estive doze dias fora do Brasil, numa viagem onde me descobri, mas também me perdi. Porque eu não tenho mais vontade de ficar aqui. De fazer as mesmas coisas todos os dias. De ter uma rotina. De me doar, doar, doar, e sempre cair no esquecimento. De não ter mais um propósito. E eu sinto falta. Sinto falta da imensidão do deserto, do silêncio daquelas noites banhadas pelos pássaros, grilos e trovões, de acordar e não ter nenhuma preocupação, dor de cabeça.  De andar e andar, e, mesmo quando não tinha um rumo, eu sentia prazer em ter incerteza. Sinto falta de estar num lugar onde ninguém me conhece ou sabe da minha história. Onde ninguém torce pelo meu fracasso. Onde ninguém me olha com inveja, cobiça, raiva. Muito pelo contrário. Eu só recebia olhares de amor, companheirismo, entendimento. E nas noites... que noites! Conversar com estranhos sobre coisas bobas. Mas agora eu voltei... voltei e meu peito transborda de saudade e medo. Medo de nunca mais minha vida aqui fazer sentido. De nunca mais sentir aquelas coisas de novo. Quando tudo vai fazer sentido outra vez? Quando meu peito vai parar de doer de saudade? Quando vou ser repensada por tudo? Acho que você estava certa. Sempre esteve - pelo menos nessa parte. De resto... você só fez me usar. 
(um devaneio sobre frustrações)



Recentemente tive mais uma decepção que me fez repensar toda a minha vida, minhas escolhas e, principalmente, minhas amizades. É a chamada frustração: Aquele sentimento que queima a pele e detona o coração de dentro pra fora. Nada que eu não tenha passado antes, claro. 

 A vida adulta traz muitas responsabilidades e em determinado momento você precisa fazer escolhas difíceis que podem acabar machucando não só você, mas outras pessoas. Fazer essas escolhas é muito difícil, e você só aprende certas coisas com o tempo, ao mesmo tempo em que quebra a cara e sofre bastante. Mas a gente acaba superando tudo. Finge que esquece, apesar de ficar com algumas cicatrizes. Obviamente, por maior que seja o tombo, a gente sempre sobrevive. Assim é a vida, um ciclo interminável de frustrações que resultam em sabedoria. 

Na infância e em boa parte da adolescência é fácil se relacionar. Afinal, quando você faz um amigo, você tende a levá-lo para todos os lugares e vocês acabam tendo uma relação "pra todas as horas". Vocês dividem angústias, alegrias, tristezas, sonhos, planos. E unir tudo isso funciona muito bem por um tempo. Mas na vida adulta... 

Bom, isso não funciona. Aliás, me arrisco a dizer que isso não funciona de jeito nenhum. Acontece que quando nos tornamos adultos adquirimos muuuuitas responsabilidades. E cada um é diferente, né? Ainda mais hoje em dia, que prezamos pela nossa liberdade. Então, a chance de alguém ser aquele "amigo pra todas as horas" é quase nula. E eu te conto porquê. 

Se tem uma coisa que aprendi com minhas frustrações é que ninguém vai ser igual a ninguém. E só porque fulano agiu de um jeito em determinada situação, ciclano não vai agir igual. E tá tudo bem. Sério. Não destrua uma amizade só porque alguém não agiu da maneira que você esperava. Saca só: Tem gente que é bom pra viajar. Tem gente que é bom pra fazer compras. Tem gente que é bom pra jogar conversa fora. Tem gente que é bom em guardar segredos. Tem gente que é bom pra morar junto. Tem gente que é bom pra ver uma vez por mês. Tem gente que é parceiro. Tem gente que é desapegado. Tem gente que é frio e reservado. Tem gente que é amoroso. Tem gente que é bom pra ir pra balada. Tem gente que é bom pra ficar em casa. Tem gente que é bom pra dar conselhos... enfim, você dificilmente encontrará alguém perfeito, que será capaz de atender todas as suas expectativas, vontades e necessidades. E, quando você força alguém a ser o que ela não é, ou quando projeta seus desejos em alguém... frustração. 

Quer dizer, a gente passa a vida toda exigindo das pessoas quando, na verdade, só deveríamos aproveitar o melhor delas. Você não pode exigir que uma pessoa tipicamente caseira dance com você a noite toda numa balada, por exemplo. E assim por diante, em qualquer relação. O ponto é você passar a conhecer seu amigo e descobrir até onde ele está disposto a ir por você. Chega de ultrapassar os limites, de botar pressão. Sempre opte pela sinceridade e confiança. Lembre-se: Expectativa = Frustração

Então, porque não quebrar essas amarras? Ninguém pode/consegue ocupar todas as funções na sua vida. E nem deve. Aprendi que você não pode forçar ninguém a fazer algo que ela não quer. Quando você para de esperar, se surpreende. Pare de almejar coisas que você queria que alguém fizesse, mas que elas não vão fazer porque elas são diferentes de você. E que bom que são! Seria muito chato um mundo todo igual. 

Parei de projetar e comecei a aproveitar o que as pessoas querem e podem oferecer para mim. Estou tentando deixar as pessoas serem como elas são. Estou tentando deixar elas livres para fazerem suas escolhas e decidirem em que parte da minha vida elas querem estar - e só assim vou conseguir saber qual a melhor pessoa pra ocupar cada espaço no meu coração.  E é isto. Eu não sou uma boa amiga pra lembrar datas (sempre esqueço aniversários), mas sou uma amiga muito leal. Eu tenho vários defeitos, sou esquecida e provavelmente também não sou aquele tipo de amiga pra todas as horas, mas tá tudo bem. Eu sou diferente de você. Pare de se projetar em mim. Parece de esperar. Pare de me culpar. Me deixe ser quem eu sou. 

Isso, meus amigos, é amadurecer.
Esse é um risco que eu preciso correr



Todo mundo parece saber sobre a minha vida
Eles tentam opinar sobre tudo
Dando conselhos de como devo ser ou agir
Mas, e eu?
O que eu gostaria de ser e fazer
As coisas que quero construir
E destruir
Pra onde eu gostaria de ir
Todo mundo tem algo para falar
E eles falam, falam, falam
Eu descobri que não posso me ajudar desse jeito
Não com todos esses palpites e objeções
Como eu posso continuar vivendo desse jeito?
Eu não posso mais viver em função deles
Preciso cortar as amarras
E me ouvir pela primeira vez em muito tempo

E se eu estiver procurando por algo que não posso ter? 
Esse é um risco que eu preciso correr 

Todo mundo parece saber sobre meus erros do passado
Eles me julgam, apontando dedos
Eles dizem que fui forte
Mas eles não sabem o quanto eu me quebrei
E o quanto ainda estou despedaçada
Sabe, eu ainda estou me curando
Mas parece que ninguém vê ou entende isso
Porque toda vez que eles ouvem meu nome
Eles falam, falam, falam
Todo mundo parece ter algo para falar sobre mim

Pare!
Eu não consigo me ouvir no meio de tantas opiniões
No meio de tantas vozes
Tantas pessoas
Vamos lá, vocês precisam me dar um pouco de espaço
De tempo
Eu quero conseguir olhar para dentro de mim
Para conseguir fazer um inventário
Do que sobrou
Tudo bem se eu não encontrar nada
Pelo menos vou saber que tentei

E se eu estiver procurando por algo que não posso ter? 
Esse é um risco que eu preciso correr 
Ciclos



Nós só descobrimos que algo está errado quando um ciclo se quebra. Isso porque às vezes passamos muito tempo tentando consertar algo, quando na verdade essa quebra pode até vir a ser útil, como um aviso divino. Isso tudo é muito difícil - principalmente quando achamos que dependemos de certos ciclos para viver, ou para sermos quem somos. Nessas horas, tudo bem ficar assustado. Tudo bem ter medo. Mas, é preciso abrir os olhos para enxergar que certos ciclos nos causam dor, nos causam mal, nos causam prejuízo. E, no meio disso tudo, é também é preciso ter em mente que às vezes quebrar um ciclo significa encontrar algo melhor, algo inesperado. Significa encontrar liberdade. Paz. Harmonia. Amor.
Imersa


Quando é que a gente percebe que está apaixonado? Que ama alguém? Já parou para pensar nisso? 

Gostar é muito fácil. Rápido. E o gostar está muito mais relacionado com o fato da gente se acostumar com a presença de alguém, do que com todas aquelas coisas malucas que dizem que acontecem quando você se apaixona. Quer dizer, posso até gostar de você, mas a chance de eu dormir e acordar pensando em como nós seríamos perfeitos juntos não é muito grande. 

É tudo muito complicado. Complicado demais pra uma mente confusa como a minha. 

A verdade é que eu não sei mais o que fazer comigo mesma. Não sei o que fazer conosco, se é que existe um "nós" nessa equação. Existe uma equação? São tantas perguntas. Tantos sentimentos. E medo. Muito medo. Eu já não sei mais o que fazer, entende? Não sei para onde todos esses sentimentos vão me levar... porque já estou imersa neles. Na língua inglesa, as pessoas usam a expressão "in love" quando querem dizer que estão apaixonados, e, nos últimos tempos, essa expressão anda definindo exatamente a minha vida. 

Eu estou imersa. Imensa em pensamentos que sempre me levam até você. E não importa o que eu faça, ou onde esteja, sempre acabo voltando para o mesmo frenesi - você você você você você. É um caminho sem volta, eu sei. Porque toda vez que entro nesse frenesi, sinto que pertenço muito mais a você do que qualquer outra coisa, ou outra pessoa. Então eu entendo. Entendo o que eles querem dizer quando dizem que estão "imersos no amor". Porque eu me sinto assim - cercada, sufocada, permeada.  

E não importa o quanto eu tente - porque eu tentei. Tentei com afinco esquecer, te prender nos cantos mais obscuros da minha mente, te varrer pra algum cantinho esquecido... mas não consegui. Simplesmente não consegui. E eu não consigo mais. Não consigo mais, não consigo. Eu fui pega. Eu me rendo. Fazer parte desse frenesi e estar imersa nesses pensamentos significa que perdi o jogo. Significa que não há mais nada que eu possa fazer se não me entregar e mergulhar de uma vez por todas nesse mar de águas obscuras. 

Eu posso não saber quando me apaixonei, mas, de alguma maneira estranha, sei que isso já aconteceu. É difícil colocar em palavras um sentimento que nem os melhores poetas conseguiram descrever ao longo dos séculos, mas talvez você me entenda um pouco depois de ler isso. E, embora eu ainda não entenda o porque, só de admitir isso tudo já me sinto um pouquinho mais aliviada.
Ele ainda é desconhecido



Eu sei. Assim como eu, você também está procurando por aquela pessoa especial, que irá te fazer sentir todos aqueles clichês que cansamos de ver em livros, filmes e séries - como o velho lance de alguém que "faça seu coração bater mais forte". Mas, você já parou para pensar em quanto tempo você tem gasto procurando por essa pessoa? Quantas oportunidades desperdiçou só porque você achou que não "achou a pessoa certa"

Pare para pensar. Nos seus últimos relacionamentos, você sempre acabou botando um defeito ou outro, criando expectativas demais, barreiras, empecilhos, algo que fizesse tudo dar errado. E então, quando isso aconteceu, você chorou e ficou depressiva por uns meses, só para então recomeçar tudo outra vez - a busca desenfreada por um novo amor. Mas, me diz, quando é que vamos parar de fazer isso? Quando é que vamos viver o momento? Quando é que vamos parar de ter medo da solidão? 

Acho que chegou a hora de parar de procurar. Sabe, o seu amor está por aí em algum lugar. Você ainda não o conhece, mas ele está por aí. Na fila do mercado, do cinema, no seu trabalho, na mesa ao lado, na rua... ele está por aí, mas isso não quer dizer que você precisa iniciar uma busca implacável, porque, sério, ele não precisa ser encontrado e nem resgatado. Então, calma. Não vamos apressar nada. Não vamos ter medo do desconhecido, de ficar sozinho, de encarar a solidão. Certos vazios demoram para serem preenchidos - aliás, há vazios que não precisam e nem devem ser preenchidos.

Chega de viver procurando e esquecer do que está aqui e agora - porque isso, parceiro, é o que realmente importa. E a sua pessoa especial? Vocês vão se encontrar. Só tenha paciência. 
Me deixe



Me deixe ir. Me deixe ir, voar, descobrir, desbravar. Me deixe quebrar a cara, só para que eu possa voltar com o rabo entre as penas e ouvir de você, enquanto sorrimos timidamente, um orgulhoso "eu te avisei". Me deixe ir para experimentar outras bocas, outros corpos, homens, mulheres, tanto faz. O que der na telha, sabe? Me deixe errar, para que, com sorte, eu consiga acertar. Me deixe quietinha, no meu canto, sozinha. Na moral, não deve ser tão ruim assim. Presenteie-me com sua ausência, nem que seja por alguns dias. Me deixe respirar! Ar puro, doce e libertador. Me deixe conhecer novas pessoas, e me aprofundar ainda mais nas que já conheci. Me deixe viver num mundo onde você não seja o meu porto seguro. Vamos fugir do clichê, esse papo de não vivo sem você não pode ser a nossa única verdade. Me deixe. Me deixe, me deixe, me deixe. Me deixe ir. Me deixe sentir saudades, porque só assim eu terei chances voltar. 
Por que me deixei afetar tanto por você?



Eu digo para todo mundo que te superei. Saio para festas, baladas, jantares, rodas de conversa. Digo que está tudo bem, sorrio como se fosse a pessoa mais feliz do mundo. Eu beijo outras bocas, me permito sentir. E, na maior parte dos dias, realmente estou feliz, e realmente parece que eu superei a nossa história, mas há dias... há dias em que a saudade me atropela como se eu tivesse me jogado na frente de um carro (e de propósito), que me desintegra como se eu tivesse sofrido um acidente de avião. E, nesses dias, eu me permito chorar. Me permito sentir tudo outra vez, me permito pensar e lembrar de você, me permito sofrer outra vez. Nesses dias, eu deixo as lágrimas rolarem, deixo minhas mãos tremerem, deixo meu coração ficar apertado. Me descontrolo. Penso e faço loucuras. Quando isso acontece, eu simplesmente esqueço do mundo - do que conquistei desde que nos tornamos desconhecidas, do amor e apoio que recebi de outras pessoas, dos conselhos que eu deveria seguir, das suas mancadas e mentiras, e das minhas promessas. Nesses dias, eu desejo te ter de volta, nem que seja por um segundo. Desejo sua mão na minha, o calor do seu abraço, o seu beijo, o cheiro daquele seu perfume que ficou na minha blusa na última na última vez em que nos vimos. Sim, eu sei que não deveria desejar tudo isso. Sei que a nossa história terminou - antes mesmo de começar pra valer. Sei que eu senti bem mais do que você. Sei que pode parecer bobagem, mas eu sinto. Sinto, sinto muito. E como eu sinto... e eu realmente não sei porque me deixei afetar tanto por você. 


A gente se apaixona pelo conceito



A gente se apaixona pelo conceito. Pelo conceito de ter alguém do lado para assistir um filminho no fim da noite, para partilhar as alegrias e as tristezas e para dizer um 'eu te amo' na hora de dormir. A gente se apaixona pelo conceito de ter alguém para chamar de "meu namorado" e, consequentemente, se apaixona pelo status do Facebook que, na real, nem vale de nada. A gente se apaixona pelo o que a gente pensa que conhece de alguém, e não pelo o que de fato a pessoa é. A gente se apaixona pela idealização de uma relação perfeita, pela idealização de momentos e sonhos, e não pelo o que de fato acontece. Se apaixona pelo todo, e não pelos pequenos detalhes. Se apaixona pelas legendas fofinhas nas fotos, pelos comentários de "que casal perfeito", pelas declarações e carícias trocadas em público. Ficamos cegos, surdos, mudos. A gente se apaixona cedo e fácil demais. 

A gente se entrega. Se entrega de corpo, alma e coração, e se esquece que uma relação só dá certo quando há reciprocidade. O amor é uma via de mão dupla - não adianta você mover mundos e fundos por uma pessoa, porque se ela não estiver disposta a estar emocionalmente disponível para você, não vai dar certo. Mesmo assim, a gente se apaixona, se entrega, e, num piscar de olhos, quebra a cara. Quebra a cara porque se esquece que a gente não pode doar mais do que recebe. 
Eu sou estranha



Eu sou estranha
excêntrica
gosto de café gelado
e cerveja quente
não misturo comida no prato
não gosto de feijão
e nem de pudim
rio muito alto
falo demais
e rápido demais
sou um pouco lerda
meus amigos frequentemente riem das minhas pérolas
sou canhota
mas toco violão como destra
gosto de transar de meias
tenho medo do escuro
me apego muito rápido às pessoas
nunca sei quando alguém está gostando de mim
ou me querendo
não entendo ironia
e nem sarcasmo
mas apesar
de ser estranha
estranhamente
eu sou bacana
doce
amável
valho a pena
Fragilidade



Descobri que a nossa relação é frágil. Fraca. Cheia de problemas, dificuldades e barreiras. Você já reparou como estamos, na maior parte do tempo, nos preparando para a nossa próxima briga? Estamos sempre nos perguntando coisas como 'quanto tempo nós temos até tudo desmoronar?', 'um dia, um mês, um ano?', 'se eu me entregar, vou sofrer?', 'ela gosta de mim tanto quanto eu gosto dela?', 'quando tudo isso vai acabar?'. Nos transformamos em uma bagunça, duas pessoas que se perderam e se encontraram em um beco sem saída. E eu tenho que admitir, ás vezes você me sufoca. Ás vezes, é difícil continuar gostando de você. Ás vezes, você me tira tanto o ar que é quase impossível continuar respirando. Quase sempre, eu também sinto como se estivesse pisando em ovos, nunca em terra firme. Todas essas coisas me trazem excitação, mas também ansiedade. Uma ansiedade que me corrói e que acaba com o meu sono. Antes de dormir, todas essas dúvidas intermináveis me acertam em cheio e eu realmente considero ir embora. Mas eu não vou. Nunca vou. Não vou porque sei que nem todos os relacionamentos são perfeitos, sólidos e saudáveis, que apesar de toda a fragilidade, vulnerabilidade, ansiedade, dificuldade e interrogações, nós temos algo especial e extraordinário. Há beleza na nossa bagunça. 
A vida é muito mais do que apenas sobreviver



Quando foi que gostar de alguém deixou de ser simples? Quando foi que deixamos nossos medos falarem mais alto do que nossas vontades? 

Nós nos enclausuramos dentro de nós mesmos. Construímos barreiras para que nenhuma pessoa consiga chegar perto de nossos corações. Descobrimos atalhos para sermos auto-suficientes e felizes o tempo todo. Nos tornamos práticos e excluímos palavras como persistência e reciprocidade dos nossos dicionários. Criamos exigências e desculpas demais, e, principalmente, enfiamos um mantra em nossas cabeças: Eu estou bem sozinho. Por um tempo, essa ditadura funciona. Até que você percebe... 

Você está sobrevivendo. 

Mas você não deveria só sobreviver. Você deveria viver. Se permitir. 

Só que é difícil viver depois de passar tanto tempo apenas sobrevivendo. É difícil quebrar as amarras e o conformismo, e ainda mais difícil vencer os seus medos. A verdade é que você se tornou um frouxo. Um covarde. Um medroso. Ao se trancar no seu mundinho particular, onde você prefere ficar horas e horas vendo séries do que viver experiências reais e desabafar no twitter em vez de conversar com uma pessoa cara a cara, você acabou se esquecendo de que há um mundo inteiro lá fora, cheio de gente, lugares e novidades.

Eu sei que essas coisas aconteceram porque você se machucou muito no passado e agora está tentando não se machucar novamente. Sei que você se priva de certas coisas porque tem medo de quebrar a cara novamente. Mas, por quanto tempo mais você irá arrumar desculpas para não se entregar para uma outra pessoa? Até quando você vai ficar no "e se?". Até quando você irá afastar as pessoas só porque acha que não pode dar o que elas estão pedindo? Até quando vai se privar de viver uma paixão ou um grande amor? 

Olha, eu também sei que amar pode ser difícil. Amar nos causa alguns efeitos colaterais, é verdade. Vazios, nós na garganta, ansiedade, tremedeira, embrulhos no estômago, saudade, e, algumas vezes, até tristeza. Só que, junto com esses efeitos colaterais, o amor também nos presenteia com vários outros sentimentos. Com o tempo, você irá descobrir que não há nada melhor do que sentir-se amado acima de qualquer defeito ou dificuldade. Você terá momentos em que irá querer ficar sozinho, mas descobrirá que é muito melhor ter alguém para te abraçar na cama no final de um dia estressante. Quando você encontrar alguém capaz de deixar seus próprios problemas, sonhos e sentimentos de lado só para te ouvir e te confortar, você entenderá que sofrer por alguns efeitos colaterais do amor vale a pena, afinal. 

Você entenderá que viver é ter que enfrentar, todos os dias, um mar de dificuldades e incertezas, e que ás vezes nós vamos sim quase nos afogar, mas, enquanto tivermos alguém para nos amparar, vamos sempre conseguir nadar contra a maré. É a natureza humana. Enquanto estivermos vivos, respirando, vamos nos reerguer para nadar mais um pouquinho. 

Lembre-se: a vida pode ser muito mais do que apenas sobreviver. E, se não der certo da próxima vez, tente de novo. Persista. O amor cura. O amor transforma. O amor liberta. 
Fight letter



Hoje eu acordei com vontade de dizer ao mundo que eu não desisti. Eu não desisti dos meus sonhos, eu não desisti de fazer o que eu gosto, eu não desisti de acreditar, eu não desisti de lutar, eu não desisti de viver, e, principalmente, eu não desisti de mim mesma. É verdade, eu passei por seis meses bem difíceis, talvez os piores da minha vida, onde eu me isolei do mundo e afundei na minha própria escuridão e pensamentos, esqueci que era preciso lutar contra os meus demônios... mas, aos poucos, estou voltando para a luz. Não é fácil. É preciso viver um dia de cada vez... e eu estaria mentido se dissesse que estou feliz em 100% do tempo como antes, mas, comparado ao que passei, estou bem feliz em dizer que as coisas estão mudando para melhor agora. E sabe de uma coisa? É um alívio desabafar dessa maneira, porque só hoje eu percebo que não preciso ter vergonha de nada (do meu jeito, das minhas loucuras, do meu riso alto, da minha tremedeira, das minhas escolhas, dos meus fracassos, das minhas derrotas, dessa minha vontade de abraçar o mundo e amar e acreditar em todas as pessoas). Tudo aquilo que acabou comigo só me deixou mais forte! 

Eu perdi muitas coisas nesse período - a vontade de sonhar, de sorrir, de acreditar que no final tudo dará certo - mas, acredite, eu voltei a ganhar coisas, a conquistar coisas e a acreditar que TUDO dará certo. Eu voltei a acreditar. Eu acredito. Obrigada mamãe e papai por serem sempre a minha linha de chegada. Vocês sabem que eu sempre serei uma garota estranha e dócil com alma de camaleão, e às vezes isso é tudo o que eu posso oferecer. Mas as coisas estão mudando. Eu quero sonhar outra vez! Eu posso fazer isso outra vez. 

Vivendo e aprendendo. 

 Luz!


Mamãe disse


Mamãe disse
"você é uma garota bonita, mas precisa se arrumar"
tire esse tênis
e coloque sapatos mais bonitos
endireite a coluna
sorria
isso, sorria
e seja sempre gentil
pinte as unhas
use peças rosas
passe maquiagem
nem muito, nem pouco
somente o necessário
se destaque
faça como as garotas da sua escola
seja educada
e inteligente
respeite os mais velhos
e os seus superiores
sim, os seus superiores
seja um exemplo
"mas mamãe, é realmente isso que importa?"

Eu cresci
oh, graças a Deus eu cresci
E mamãe disse
"seja você mesmo"
Às vezes só é preciso ir embora


Ás vezes nós não terminamos um relacionamento, não nos distanciamos de uma amizade, não dizemos o que estamos pensando ou não perseguimos os nossos sonhos por puro medo do que pode acontecer em seguida. Mas, do que realmente temos medo? Da solidão? Da perda? Do fracasso? Do desconhecido? Vivemos em busca de uma vida perfeita, é verdade, mas nos esquecemos, também, que o que importa mesmo é ser feliz e não ficar buscando obsessivamente ações assertivas e ideais (que às vezes nem são seus).

Então, qual é o sentido da vida? O que é preciso para ser feliz?

Todo mundo faz essas perguntas pelo menos uma vez na vida. Seja rico ou pobre, você sempre irá se deparar com situações difíceis e encruzilhadas. O que fazer? O que fazer quando você está em um relacionamento ruim, falido? Quando você não está satisfeito ou feliz com o que tem? Quando você sabe que poderia estar fazendo mais por si mesmo? Quando você não sabe mais se o que você sente é verdadeiro? Quando as brigas já se tornaram rotina? Quando suas amizades não são verdadeiras? Quando seus sonhos parecem impossíveis? Quando suas escolhas, que você fez no passado, parecem ter sido um erro?

Vá embora. Isso mesmo, vá embora.

Não fique em um relacionamento só porque vocês "já passaram muito tempo juntos". Não permaneça em um relacionamento só porque você tem medo da solidão, de ficar sozinho para o resto da vida. Não invista em um relacionamento se você não tem certeza do que sente. Não cultive uma amizade ou uma relação que não te traz nenhum bem. Não lute por um emprego que não te valoriza ou que não te paga bem. Não fique em um trabalho se você não está feliz ou satisfeito com o que faz. Não faça mais do mesmo se você sabe que há muito potencial guardado dentro de você.

Vá embora. Vire a página. Saia dessa encruzilhada e escolha outro caminho. Não deixe a vida passar, e, principalmente, não tenha medo.

Não tenha medo de encarar o desconhecido. Não tenha medo de mudar, de arriscar, de tentar. Às vezes, quando estamos passando por uma situação difícil ou quando estamos com dúvidas, tudo o que precisamos é de um pouco de perspectiva - porque só assim poderemos olhar para aquela situação de um outro ângulo. Ir embora não significa que você está desistindo, que você é um fracassado, que você é fraco. Ir embora só significa que você foi forte o suficiente para se dar uma chance. Uma chance de deixar o tempo mostrar, dizer e esclarecer as coisas. Uma chance de recomeçar. Uma chance de você ser feliz de novo.

E não crie desculpas para não ir embora. Se o seu amor for mesmo verdadeiro, você acabará descobrindo e, consequentemente, tudo acabará dando certo. Se as suas amizades forem mesmo verdadeiras, você irá parar de ouvir "que saudades, vamos marcar algo" para ouvir "escutei essa música e lembrei de você/vi isso e lembrei de você", "estou livre hoje, passo na sua casa mais tarde" e "peguei férias e estou indo te ver". Pare de se agarrar em sentimentos vazios. Busque algo completo, reconfortante, incrível. Não se contente com migalhas. Você pode ser substituível para muitas coisas e pessoas, mas com certeza é insubstituível para outras - você só precisa aprender a enxergar quem é quem. Essa história de "eu não vivo sem isso, não vivo sem aquilo, não vivo sem fulano" é balela. O tempo passa e acaba curando tudo - só é preciso ter um pouco de paciência.

Então, quando tudo estiver dando errado, quando você não souber mais quem você é, quando você estiver triste e deprimido, quando você estiver com dúvidas... vá embora. Saia de cena. Simplesmente vá. Nunca é tarde para recomeçar. Vá embora do seu quarto, da sua sala com uma TV gigante, da casa dos seus pais, da casa do seu namorado/marido, da sua cidade, do seu estado, do seu país. Quando você sentir que as coisas não estão dando certo de uma forma, mude. Tente de outra -  porque só assim você terá novas perceptivas, e, reenergizado, saberá se valerá a pena ou não voltar.
Eu não posso mais ver você partir


E chegamos naquele ponto em que você me odeia e eu já não suporto mais olhar para sua cara. É triste, eu sei. A verdade é que deixamos as coisas acontecerem. Enquanto eu lutava, você preferiu me ver ir embora. Mas a culpa não foi só sua. Fomos nós que deixamos o barco afundar, viramos as costas para a verdade, e, principalmente, para a nossa amizade. 

Houve um tempo em que eu queria mais para você do que para mim mesma. Houve um tempo em que a nossa amizade era uma das coisas mais importantes na minha vida. Houve um tempo em que só você conseguiu me entender. Houve um tempo em que achei que seríamos amigas para sempre. Bons tempos. Bons tempos. 

Mas, tudo o que eu sinto hoje é saudade. Saudade não... Nostalgia. E, de todas as coisas que poderiam acontecer com a nossa amizade, essa é de longe a pior. Eu já tive medo de perder você, já tive raiva das suas atitudes, mas, hoje, tudo o que sinto é que nós já demos o que tínhamos que dar. Estacionamos. Estacionamos, e, agora, nada poderá apagar as coisas que dissemos uma para outra. Entenda: não podemos voltar no tempo. Tudo o que fizemos, o que deixamos de fazer... é passado. 

A maioria das emoções humanas - felicidade, desejo, pena, raiva, medo - servem para alguma coisa. Servem para um propósito. Mas a nostalgia... a nostalgia é um sentimento amargo, fútil e inútil. Sentir nostalgia é desejar algo que está para sempre perdido. 

Eu não posso convencer você a voltar a me amar. Não posso mais implorar para que você abra os olhos. Não posso mais pedir desculpas - assim como você também não pode apagar tudo o que fez. Nos últimos meses, eu vi a nossa amizade perder a cor aos poucos, vi você indo embora aos poucos. Mas eu não consigo mais. Simplesmente não posso mais ver você partir.

É por isso que, a partir desse momento, precisamos seguir nossos caminhos. Pelo menos por um tempo, entende? Eu preciso descobrir como é a vida sem você - e eu acho que você precisa descobrir se realmente tudo isso valeu a pena. Porque para mim valeu - foi maravilhoso te conhecer. Mas, e você? Valeu a pena? Foi verdadeiro?

Eu gostaria de nunca ter que dizer essas palavras. Mas eu preciso. Eu não posso mais ver você ficar em cima do muro. Simplesmente não posso. 
no image



As pessoas estão acostumadas a contentar-se com pouco. Elas contentam-se com qualquer relação, qualquer pessoa, qualquer coisa, qualquer situação. Contentam-se com sentimentos, que, muitas vezes, nem entendem. Sentimentos passageiros. Sentimentos que são mantidos por pura preguiça. E estagnam. Estagnam porque a comodidade e a rotina são muito melhores do que a mudança. Estagnam porque, com o tempo, passam a ter medo da solidão. Solidão essa que, vejam só, é incompreendida. É assim que vivemos: encasulados no conforto de uma relação miserável, que só existe pelo simples fato de existir. E é exatamente isso o que nós temos: relações que não somam, e sim subtraem.

E o que nós fazemos para mudar isso?

Nada.

É, meu amigo:

Nós namoramos e ficamos com alguém por tudo...

Menos por amor.
Me chame pra sair


Até quando vamos jogar esse jogo? Até quando vamos fingir que não queremos estar juntos? Até quando você vai disfarçar quando eu percebo que você está olhando para mim? Até quando vamos só flertar? Até quando vamos mudar de assunto quando você percebe que eu fico nervosa quando você chega perto de mim? Vamos lá, deixe de bobagem. Saia da sua zona de conforto. Me surpreenda. Diga alguma coisa ousada, bacana. Não deixe para amanhã. Largue dessa bobeira de achar que "ninguém quer você". Já chegou a hora de você perceber o cara incrível que você é. Sério.

Não deixe que essa nossa conexão se transforme em uma amizade - porque eu quero mais do que isso. Muito mais do que isso. Então, chega mais. Me deixa ver os seus defeitos mais de perto. Me deixa escolher se eu quero ou não estar do seu lado. Me deixa ver você. Eu quero tocar você. Abraçar você. Beijar você. Me entregar para você. E eu sei que você também quer. Então, me diz, como você pretende fazer tudo isso estando tão longe de mim? Não se acanhe.

Você sabe, eu já te dei todos os sinais. Já te olhei nos olhos, mordi os lábios, fui gentil. Quantas indiretas eu já te dei? Muitas. Então me diz, o que você está esperando? Me chame para sair. Diga, como quem não quer nada, "ei, o que acha de tomarmos uma cerveja hoje?". E, por favor, não caia na besteira de dizer "ei, vamos sair qualquer dia". Não deixe nada subtendido. Seja simples e direto. E não me deixe esperar mais um dia...

no image



Nos últimos meses, venho dispensando muitos convites para sair. E isso acontece não porque estou sem tempo, mas sim porque tenho preguiça de ser interessante. Isso mesmo. Preguiça de ser interessante.

Sabe aquela velha história de sentar na frente de uma pessoa em um restaurante e fingir que está interessada no papo? Cansei. Cansei de ter que sorrir, rir, arregalar os olhos, cruzar as pernas, umedecer os lábios, questionar e concordar nos momentos certos. Cansei de ficar apreensiva, pensando coisas como "será que ele está gostando de mim?". Cansei de fazer a 'linha educada', aceitando bebidas e comidas que não gosto só para agradar. Cansei de mentir que já assisti determinado filme/série só para parecer cult, de dizer que o último livro que eu li foi uma biografia fodona de um cara que eu nunca ouvi falar só para parecer inteligente.

A verdade é que o ser humano tende a se adaptar para querer agradar o outro. A cada encontro, é como se você criasse uma nova personalidade, que atenderá aos desejos e necessidades do futuro parceiro. Mas eu cansei disso, sabe? Não precisa ser assim. Tem muito homem/mulher no mundo! Eu quero poder ser eu mesma. Quero poder dar um novo rumo na conversa quando estiver com tédio, e até discordar quando for preciso. Quero poder dizer que o último livro que li foi um desses best-sellers bobinhos, e que o último filme que assisti foi uma comédia romântica que me fez chorar do inicio ao fim. Quero poder ficar séria quando uma piada for ruim, quero poder fazer piada da própria piada. Quero revirar os olhos. Quero poder dizer que só estou interessada no que vamos fazer depois do encontro. E quer saber? Nada disso poderá definir quem eu sou.

Ninguém conhece ninguém de verdade. Gostamos de julgar, apontar erros, mas raramente paramos para pensar nos nossos próprios defeitos. Só porque gosto de determinado filme, livro ou música não quer dizer que eu não tenha conteúdo. E se eu parecer estranha, avoada, desastrada ou até mesmo chata num primeiro momento, não pense que eu não tenho muitos segredos ou que sou uma pessoa superficial. E isso tudo bate de frente com pensamentos como "não vou falar isso porque ele pode me interpretar mal". Vamos parar um pouquinho para pensar? Antes de sair comigo, você não precisa realizar uma pesquisa para saber exatamente do que gosto. Não diga que assistiu determinada série só porque você sabe que vou gostar de ouvir isso. Vamos nos deixar levar, vamos nos apegar ao mistério, a promessa que, no dia seguinte, poderá ser tudo diferente. Faça de mim um livro, onde, a cada página, você descobrirá novas coisas e terá que interpretar novos fatos. Vá com calma, um passo de cada vez. E, por favor, seja você mesmo. E deixe eu ser eu mesma também.